Desmonte Colonial

O Desmonte Colonial é um programa de ativação da CASAMATA que aproxima artistas do campo das artes visuais para discutir questões como colonialidade, história, tempo e memória, tendo como ponto de partida seus processos e pesquisas artísticas. Pensada para ser um espaço de conversa aberta com a presença de artistas, não só das artes visuais e sim, das tantas propostas que extrapolam as linguagens, o programa tem por objetivo principal gerar discursões a partir de abertura de pesquisas e processos. Não se limitando necessariamente a produção artística, mas ao programa interessa também os atravessamentos e cruzamentos de operações de sentidos e de produção de conhecimentos. 

De que forma as artes contribuem, enquanto formulação e produção de conhecimento, no processo de desmonte da máquina colonial? Que mecanismos são construídos e em que instancias de discussão são agenciados? Em que espaços e em que redes? Quais são os sujeitos que executam esse desmonte colonial?

Partindo de um pensamento anticolonial sobre a produção artística e de pensamento, através de perspectivas interdisciplinares, O Desmonte Colonial existe a partir de formulações diversas, em que se constroem possibilidades de execução do desmonte da máquina colonial e construção de outras formas de vidas para corpos racializados e dissidentes.

Edição #1: 24 de agosto de 2019

Aline Furtado, Clébson Oscar, Eduardo Moreira, Izabelle Loiuse Tremembé e David Felício.

Edição #2: 26 de outubro de 2019

Darwin Marinho, Maira Abreu Rocha, Tamires Ferreira e Victor Freitas.

Edição #3: 16 de novembro de 2019

George Ulisses, Pedro Silva e Karina das Oliveiras.

O Desmonte Colonial, programa de ativação da Casamata, propõe uma destituição das plateias já acostumadas a serem passivas das discussões e dos debates públicos, em busca de borrar as fronteiras do formato tradicional de espaços de fala (rodas de conversa, debates, seminários e etc), que se convencionou na separação entre sujeito-ativo que fala com o sujeito-passivo que apenas ouve e reage ao que foi pontuado previamente. Como construir coletivamente estratégias para o desmantelo da máquina colonial? Como se fazer presença ativa da transformação?